Empoderamento feminino? O que dizer sobre Mulher-Maravilha?

Ontem fui ao cinema assistir Mulher Maravilha. Apesar de estar por fora dessa onda de super-heróis (sempre confundo as bolas, confesso), mas meu namorado gosta tanto que tenho aprendido um monte com ele sobre esse universo. Pois bem, falando sobre o filme: A mulher maravilha além de heróina que usa suas armas e forças, usa, antes de tudo a cabeça! Sim. Ela é aquilo que a psicologia chama de novo protótipo de mulher, creio eu. Algo como a mulher capaz de governar o mundo. O filme trata de Diana, filha da rainha do Amazonas e sua mãe não queria que ela fosse uma guerreira, apesar da sua tia a ensinar a treinar para isso todos os dias, e parecer que Diana estava com isso “encrustado” no seu sangue desde pequena. No filme vemos que Diana treina intensamente, com o apoio da sua tia e de repente bate de cara com Steve Trevor, que aparece na ilha (ao me ver parecia ser uma ilha escondida) e por conta de um acidente, ela o salva no mar.

Depois que o salva, a ilha começa a ser tomada por uma batalha pelos alemães. Após isto, Diana decide ir embora com Steve para tentar acabar com uma guerra e para conhecer a sua verdadeira origem. O filme é traçado por humor e cenas incrivelmente fascinantes, que enchem os nossos olhos de magia. Gente, a cenas de lutas e de guerra são de tirar o fôlego, literalmente. Percebemos que durante todo o filme, Diana rouba a cena e deixa de lado a ideia de que a mulher é frágil e deve ser protegida. Exemplo disso é que Steve não rouba a cena como héroi em momento algum, apesar de sempre estar ajudando Diana em suas batalhas.

O que temos no filme é uma relação mútua de ajuda entre todos os envolvidos com Diana. Quando ela usa os seus braceletes para parar até as balas das armas o personagem meio que aceita que Diana é SIM capaz de lidar com qualquer um e contra qualquer coisa! Não vamos falar sobre o seu escudo, meu coração não é capaz de aguentar.. Diana é um personagem que me encantou de verdade. Não apenas pela sua beleza (que MULHER!), mas pela sua ingenuidade com as coisas triviais da nossa sociedade.. Ela é inteligente e capaz de chegar onde quer. Toda essa idéia de ingenuidade e de não saber muito bem o que as coisas “reais” significam (afinal ela mora em uma ilha secreta), rendem bons momentos e risadas para quem está assistindo ao filme. Apesar de ter ido assistir ao filme com (muito) sono, eu sai sai da sala de cinema vencida e mega empolgada pra ver mais filmes da DC comics! Que filme fantástico, que cenas, que efeitos!

O tema do empoderamento feminino fica em destaque e merece um pouco da nossa atenção, afinal ele basicamente, se refere a dar poder para outras mulheres e cada mulher assumir seu poder individual. Com isso, há crescimento e fortalecimento do papel de todas na sociedade. É notório que houve um tempo em que muitos barraram o empoderamento feminino por causa de regras visivelmente patriarcais, que não nos vê como iguais perante os homens, mas como competidores ou rivais. Silenciamos chances de empoderar ao promovermos mais homens que mulheres. Silenciamos chances de empoderar ao acharmos que a culpa é da vítima. Podemos não ver, mas provocamos desigualdades em vários âmbitos até nos abrirmos para a desconstrução.De novo, parece que empoderamento feminino é missão exclusiva dos coletivos feministas ou de entidades como a ONU, mas é uma missão diária que qualquer mulher pode abraçar. Não precisa se dizer feminista para empurrar a mulher ao próximo degrau, embora o ato de apoiar uma mulher e enaltecê-la seja intrínseco ao feminismo. Empoderar é liberdade. Uma liberdade que o patriarcado não quer. Empoderar é igualdade e a mulher ainda não é vista como igual na sociedade. Pensando nisso, fiz um infográfico com 4 coisas que eu não sabia a respeito da Mulher Maravilha:

Portanto, deixo aqui o meu apelo: ASSISTAM! Não apenas pelas suas cenas incríveis, pela sua produção maravilhosa, mas pela mensagem que ele passa por trás de todas as suas quase 2:30h de filme. É com certeza um dos melhores filmes já produzidos.

 

Os contos de fadas invadindo o seu guarda-roupa!

Passando pelo shopping essa semana me peguei parada na frente da vitrine da Schutz sem entender o que estava vendo direito na minha frente. Sim, minha gente! A Schutz lançou nesse semestre uma coleção inspirada em algumas vilãs Disney. As vilãs homenageadas foram a Malévola de “A Bela Adormecida”, Cruella De Vil de “101 Dálmatas” e Lady Tremaine de “Cinderela”. Me pareceu que as peças trazem ilustrações e detalhes que remetem à personalidade forte das personagens e que remetem muito e tem tudo a ver com o inverno!! As peças já estão à venda no site da Shutz

Além dela, a Água de Coco, marca cearense de moda praia, uma das mais renomadas da categoria,  fez uma parceria com a Disney para uma coleção cápsula inspirada no filme “A Bela e a Fera”. Além de peças femininas, a marca trouxe também opções para os público masculino, tudo com tons de cinza e claro, enfatizando a rosa vermelha que é a marca do filme!

Na faixa número 3, temos os famosos e queridinhos charms da Pandora. Todos fofos e de diversos desenhos: tem o Tigrão e o Leitão de “Ursinho Pooh”, a Madame Samóvar com o Zip e uma rosa de “A Bela e a Fera”, o sapatinho e vestido da Tinker Bell, as cabeças do Donald e da Daisy e, para finalizar, um charm especial comemorando 80 anos de “A Branca de Neve”. De início, a coleção será lançada apenas nos Estados Unidos.. mas assim que lançar por aqui, vocês saberão! Posso querer todos?

É isso gente! Além dessas, a vivara não poderia ter ficado fora da lista. A life trouxe uma coleção inspirada nas princesas da Disney e as peças também já estão disponíveis para venda pelo site da marca. Os preços variam de R$90 a R$190.

E ai, gostaram das dicas? Espero que assim como eu, tenham gostado de saber que, agora, estaremos na moda apenas por sermos nós mesmas: princesas! hahaha

Beijos, beijos

Amor Por Direito

A dica hoje é de um superfilme. Baseado em fatos reais, “amor por direito” conta a história de  Laurel Hester, uma detetive de Nova Jersey, que é lésbica mas esconde o fato de seus colegas conservadores. O drama pretende ser muito mais do que um romance entre duas mulheres, pois se trata de um caso real sobre buscas por direitos civis.  Tudo começa quando Laurel conhece e se apaixona por uma jovem mecânica, Stacie  (atriz que protagonizou o filme Juno)– que tem uma personalidade oposta -,e ela não revela seu segredo por medo de prejudicar a carreira pela qual trabalhou tão duro. A trama mostra as duas se conhecendo e decidindo morar juntas. Logo depois Laurel é diagnosticada com câncer terminal, em 2005, e passa a lutar para que Stacie receba sua pensão após sua morte, algo que o governo nega a casais do mesmo sexo. Assim, ela se torna uma figura da luta dos direitos dos homossexuais. Toda essa situação é bastante trágica. O que Laurel e Stacie querem não é um privilégio, e sim um direito. A briga foi comprada por ativistas gays que, com o caso, ganharam precedentes para o casamento gay ser garantido mais adiante. Todo o projeto caiu no gosto não só de Page, mas de todo o elenco. O assunto apresentado no filme é sim algo que ainda precisa ser discutido e apresentado nos cinemas. Apesar de hoje já regulamentado, o filme ainda merece destaque, pois cumpre bem o seu papel ao trazer a história real com sinceridade e de certa forma emocionante, que ajudou, inclusive, a atriz Ellen Page a sair do armário durante as gravações. Não vou dar spoilers sobre o filme, mas vocês já devem imaginar o rumo que a história toma. Hoje no Brasil, o casamento gay já está regulamentado há 4 anos e conta com mais de 15 mil registros oficializados em todo país. Os direitos dos homossexuais encontram amparo na CF/88, a qual tem com objetivo fundamental a promoção do bem de todos sem preconceito de sexo (art. 3°, IV), bem como veda a discriminação (art. 5°, caput) por qualquer natureza. O conceito de família sofreu transformações profundas nos últimos 100 anos, e o casamento gay é um marco nessas mudanças com o objetivo de garantir que a lei dê tratamento igualitário a todos. Ainda assim, o Direito de Família é uma área que ainda necessita de discussões com a participação de profissionais atualizados. 

Espero que tenham gostado da dica!

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Um beijo!

Alienacão Parental

Estrago. Já ouviram falar nessa palavra, né? Pois bem.. estrago na vida da criança é o termo mais adequado quando falamos em alienação parental. Muitos não sabem, mas esse tema está sendo amplamente debatido no mundo civilista, por isso escolhi para falar dele hoje. Mas afinal, o que caracteriza alienação parental? A lei 12.318/2010 é a lei que trata desse tema e surgiu para tentar diminuir a pratica de atos abusivos dos pais contra a criança, e ela traz uma lista exemplificativa de atos que tem por objetivo de impedir ou afetar a relação do vinculo afetivo entre eles. No direito civil nós chamamos isso de cláusulas gerais, pois o juiz pode, diante de um caso concreto, verificar que apesar de um ato não estar contido na lei, ser capaz de impossibilitar o exercício do afeto e do vínculo da criança com qualquer parente (mas geralmente é entre os pais) e reconhecer que está prevista uma conduta de alienação parental, com laudos, e devidamente motivado para que haja a punição que vai de multa até a destituição do pode familiar daquele que está sendo o alienador no caso concreto. Antigamente isso era chamado de pátrio poder, que geralmente era do pai, mas com a evolução da sociedade e com a conscientização de que a criança é um ser em desenvolvimento e que precisa de proteção integral, vários atos passaram a ser questionados, como por exemplo a lei da palmada, que é alvo de várias discussões polêmicas também. Com a proteção das leis essa expressão pátrio poder passou a ser chamada de pátrio dever, pois os pais tem o dever de proteção. A alienação parental é mais comum de ocorrer quando o casal se separa e que não houve a guarda compartilhada, e é ai que a criança entra no meio da briga do casal. Os pais se utilizam do menor para tratar das suas divergências, colocando-a no meio do fogo cruzado. Quando a guarda vai ser discutida, o conflito se instala, pois os pais vão se utilizar do filho para se agredir mutuamente (ou não, não há uma regra). Há casos em que a parte se está se separando para agredir a outra parte, e há casos que ambos se atacam. Geralmente isso é feito por que existe mágoas e ressentimentos e depois do rompimento da relação conjugal eles chegam ao ponto de atacar a outra pessoa através dos filhos.  Os atos mais comuns são aqueles que instigam o menor a odiar o outro genitor. Expressões como ” a sua mãe não presta”, “seu pai é um safado” são comuns e colocam o outro genitor numa situação constrangedora e vexatória. No caso de violência doméstica, podemos recorrer a medidas protetivas e a criança mais uma vez é colocado no meio do fogo cruzado. Outra coisa comum, é a pessoa que tem a guarda se mudar para um lugar longe e não ter contato com o outro genitor, rompendo com a relação afetiva entre os dois, ou ocorrendo de forma muito precária. É um direito da criança conviver com os seu genitores! Devemos sempre procurar o melhor interesse da criança, e não o melhor interesse dos pais, isso é muito importante. O Juiz deve observar no caso concreto quem está mais apto de criá-la, e desmistificar que a mãe sempre tem a preferência de ficar com o menor nos casos de guarda, quando não houver um acordo entre eles. A criança deve ficar com quem estiver mais apto a cria-la, e isso não quer dizer também que é aquele que possui maior capacidade financeira, ou seja, isso por si só não garante a guarda. Então, qualquer ato de um genitor que dificulte ou torne impossível o convívio de um filho com outro genitor pode tipificar a alienação parental.  Lembrar que a sua manifestação preliminar é a campanha denegritória contra um dos genitores, uma campanha feita pela própria criança e que não tem nenhuma justificação. Resulta da combinação das instruções de um genitor que faz a lavagem cerebral na criança e contribuições da própria criança para caluniar o genitor-alvo. Constatada a alienação o Juiz poderá determinar medidas que preservem a integridade psicológica do menor, advertir o alienador, estipular multas, determinar acompanhamento psicológico e até mesmo destituir o poder familiar do alienante, além das penas criminais que eventualmente podem aparecer. Então é isso! Espero que tenha ficado claro do que se trata a alienação parental pois o tema é de grande relevância para a nossa sociedade e de grande valia para os pais.

Um beijo, e até o próximo post!!!

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