A Guerra e a Música – Você sabia?

Quem nunca torceu o nariz ou tapou os ouvidos ao ouvir uma música chata? Na maioria das vezes, é fácil evitá-la, desligando o rádio ou mudando o canal da TV. Mas e se você não pudesse escapar da música? Aproveito que estamos a menos de 1 mês do maior festival de rock do mundo, o Rock in Rio, para trazer um post reflexivo sobre o poder da música quando usado de forma torturante e bizarra. Estou falando da chamada “tortura musical”. Técnica que, ainda que alguns de seus praticantes argumentem que não deva ser considerada tortura, costuma funcionar como tal. Por que não?

Não é novidade para ninguém que o governo dos EUA torturava dezenas de presos em Guantánamo. Isso era feito para obter informações sobre terrorismo após os ataques de 11 de Setembro, ocorrido em 2001. Não é novidade também que uma das técnicas do processo era colocar o prisioneiro em uma cela apertada e/ou amarrado pelas mãos e pés. Isso, enquanto músicas em volumes absurdamente altos eram tocadas para privar o prisioneiro de seu sono. Se você tocar estas músicas por 24 horas, o cérebro e as funções do corpo começam a falhar. A linha de pensamento fica mais lenta e a força de vontade é quebrada. Era nesse momento que os responsáveis por fazer os interrogatórios dos prisioneiros entravam para falar com eles, afirmou à BBC o Sargento Mark Hadsell dos EUA, responsável por operações psicológicas,

Abaixo vocês escutarão 5 músicas de ROCK que foram utilizadas como forma de intimidação em interrogatórios. Prática recorrente e aplicada para minar a resistência e obrigar a cooperação de prisioneiros. Achou moleza, colega? Então confere aí:

1 – Enter Sandman – Metallica 

É óbvio que para quem curte a clássica canção do Metallica, ouvir essa música NÃO deve trazer nem de longe lembranças tão aterrorizantes.  É provável que nem os fãs mais fervorosos achariam muito agradável ouvir a faixa por mais de 24 horas seguidas sem conseguir dormir ou colocar fim ao looping infinito. Taí um pesadelo digno do temido Sandman – figura da cultura popular europeia que, em versões mais sinistras do conto, joga areia e coleta os olhos de criancinhas que não vão para a cama na hora certa. O clássico era colocado no último volume aliado a sessões de tortura não deixando o interrogado dormir, causando uma terrível dor de cabeça.

O vocalista da banda James Hetfield, no entanto,  disse ter ficar satisfeito em saber que sua música está sendo usada para torturar prisioneiros e isso causou certa polêmica. Confere o que ele disse:

As pessoas presumem que deveríamos ficar ofendidos por alguém nas forças armadas achar que nossa canção é incômoda o bastante para, tocada repetidas vezes, causar danos psicológicos em alguém. Eu considero uma honra pensar que talvez nossa canção possa ser usada para impedir um ataque do 11 de Setembro ou algo assim.” Bizarro, né? Talvez haja uma dose de patriotismo por trás de seus comentários, mas não concordo. Acreditem nisso. Tem gente que apoia esse tipo de coisa.

2 – Bodies – Drowning Pool 

Um levantamento divulgado pela BBC apontou “Bodies”, que integra a trilha sonora do filme “Triplo X”, como uma das mais utilizadas para tortura pelo mundo. O baixista da banda Stevie Benton, se apresentou no Iraque e gravou uma das canções preferidas dos interrogatórios e ainda disse que:

As pessoas presumem que deveriam se sentir ofendidas por alguém no exército achar a sua música perturbadora o suficiente para acabar com um sujeito psicologicamente. Fico honrado em pensar que talvez uma canção minha possa suprimir ataques como o de 11 de setembro.” Pelo visto ele partilha da mesma idéia do integrante do Metallica, e se sente feliz por isso. Ughr!

3 – Killing in the Name – Rage Against the Machine 

Os integrantes da banda, críticos do governo Bush não gostaram nada nada quando souberam que essa música era usada como método para torturar presos na Baía de Guantánamo. Em 2008, eles e mais outros artistas com suas músicas na “playlist da tortura” fizeram um movimentos chamado “Zero dB (zero decibéis)”. O objetivo era o de acabar com a prática da tortura musical. Em 2008, eles e mais outros artistas com suas músicas na “playlist da tortura” fizeram um movimentos chamado “Zero dB (zero decibéis)”. O objetivo era o de acabar com a prática da tortura musical. Sabia que o RAM não iria me decepcionar! <3

 

4 – The Real Slim Shady – Eminem 

Binyam Mohamed, um prisioneiro de Guantánamo e ex-morador de Londres, relatou a uma organização de direitos humanos, ter sofrido meses de tortura encabeçada por agentes da CIA, enquanto era mantido em uma prisão secreta. Ele disse que:

 “Havia música alta, incluindo Slim Shady e Dr. Dre, durante 20 dias. Ouvi isso sem parar, por dias e mais dias (…). Muitos enlouqueceram. Eu podia ouvir as pessoas batendo suas cabeças contra as paredes e as portas”, afirmou.

5- FIRE – Red Hot Chilli Peppers 

Sim, minha gente. Minha banda preferida da vida está na lista negra!  Um dos ex-interrogatores foi entrevistado pela TV e chegou a confirmar que a música da banda de Anthony Kiedis serviu como tortura para prisioneiros. Um deles chamado de Zayn al-Abidin Muhammad Husayn Abu Zubaydah.  O acusado teria sido submetido à uma sessão interminável de audição de músicas da banda californiana, enquanto permanecia algemado pelos pulsos ao teto de uma cela.

Um relatório enviado pela CIA para a rede de televisão Al Jazeera alegadamente diz que Abu Zubaydah (um prisioneiro) foi mantido em uma caixa de animais de estimação (o tipo usado para transportar cães em aviões) ao longo de duas semanas e rotineiramente apresentando desmaios. Além disso foi amarrado pelos pulsos até o teto de sua cela. Submetido a um loop interminável de música alta. Tendo um ex-interrogador informdo à Al Jazeera que a música usada para perturbar os sentidos do detido era pelo Red Hot Chili Peppers. No relatório não é detalhado exatamente quais canções foram usadas, mas ao que tudo indica o baixo pesado e os timbres de guitarra em alto volume contribuíram para este cenário.

Os integrantes da banda não ficaram felizes ao ouvir as alegações de que o governo dos EUA usou a sua música como métodos de tortura para a guerra contra o terror. Chad Smith, baterista do Red Hot Chilli Peppers, diz que a banda ficou indignada ao saber que suas músicas estavam sendo usadas para torturar presos na base militar de Guantánamo, em Cuba.  Chad disse ainda que:

“Ouvi que eles usam mais hard rock e metal… Mas nossa música é positiva. Ela é feita para as pessoas se sentirem bem e isso é muito perturbador para mim, não gosto nada disso. Talvez algumas pessoas pensem que nossa música é irritante, eu não ligo, mas, sabe, eles não deveriam fazer isso. Eles não deveriam fazer nada dessa merda”, lamentou. A banda ainda ameaçou processar o Governo dos Eua pela uso da suas músicas para tal prática.

Se liga aí:

  •  A tática ficou comum durante a guerra dos Estados Unidos no Iraque, Afeganistão e Guantánamo Bay. O general Ricardo Sanchez, comandante do exército no Iraque, autorizou a prática em 2003, como uma forma de “criar medo, desorientar e prolongar o choque.”
  • Vance, que foi preso por relatar a venda ilegal de armas, estava acostumado ao rock ‘n’ roll. Mas, para muitos detentos que cresceram no Afeganistão – onde a música é proibida pelos talibãs – os violentos interrogatórios do exército americano marcaram sua primeira experiência com o gênero. Muitos não resistiram. Em entrevista, Vance disse que a tortura pode transformar homens inocentes em loucos.Eu não tinha lençol ou cobertor. Se tivesse, teria tentado suicídio.” Depois de 97 dias de tortura sonora, Vance foi libertado. “Hoje, mantenho minha casa em silêncio total”, diz.
  • Algumas sessões alternavam 16 horas de música e luzes com quatro horas de silêncio e escuridão.
  • Rosanne Cash, filha do cantor de country Johnny Cash, mostrou a sua indignação e se juntou à causa, apelando à união da comunidade musical em geral. “Penso que todos os músicos deviam estar envolvidos no protesto. Parece óbvio. A música nunca devia ter sido usada como tortura”. 
  • De acordo com o jornal americano, um porta-voz da Casa Branca garantiu que a música deixou de ser um instrumento de tortura logo após o início da presidência de Obama.

Nos interrogatórios, táticas desumanas de tortura eram utilizadas, motivo que levou Barack Obama a fechar Guantánamo em 2009. Uma dessas táticas era a de colocar músicas no último volume tocando 24 horas por dia. Impedindo o prisioneiro de dormir e de se concentrar. Até o ponto das funções motoras e cerebrais do corpo começarem a falhar.

Concluindo

Ao contrário do que possa parecer, o uso da música como arma não é algo novo. Nos últimos anos, as autoridades na principal estação ferroviária em Hamburgo têm tocado música clássica para afugentar os viciados em drogas. Quando o ditador panamenho Manuel Noriega, que fugia das tropas americanas em 1989, se refugiou na embaixada do Vaticano na Cidade do Panamá, os soldados bombardearam o prédio com rock pesado e outras músicas por dias.

É aquele velho ditado: Tudo em excesso é veneno.  E antes que alguém pense em usar Supla, NX Zero, MC Quevinho, ou qualquer outro tipo de música pra atormentar o vizinho ou a sogra, vale lembrar que tortura é crime no Brasil, ok?

 

Reflexão: O que nos motiva?

O que te motiva

Reflexão!

Hoje, enquanto esperava na cadeira de uma clínica me deparei refletindo sobre a minha vida. Quando decidi me dedicar a vida de concurseira não sabia o caminho árduo que me esperava, apenas tinha noção, apenas ouvia falar, apenas via as pessoas se sacrificarem. Concurseiro é um ser diferenciado. Ele almeja um sonho, um ideal: passar no concurso. Ele transforma esse ideal em lema de vida. Passa a se dedicar integralmente buscando conhecimento em todos os instrumentos possíveis e imagináveis.

Frequenta cursinhos, grupos de estudo, sites de internet e bibliotecas tudo em busca de seu ideal. O concurseiro, depois de muito estudo, começa a perceber que não há limites para o conhecimento. É preciso expandir o que sabemos, pois só assim alcançamos o objetivo. Com isso tudo, vem a megera: a tal ansiedade. O concurseiro se torna ansioso, preocupado, pois em determinado período o medo toma conta de sua vida. O insucesso sempre é uma palavra que fica querendo perseguir o concurseiro, mas esse, no fundo, sabe que nunca será alcançado por tal expressão.

Em algumas manhãs (várias, na verdade) mais precisamente quando abro o meu olho tão devagar, querendo os 5 minutinhos a mais,  fico pensando. Ainda imersa na sonolência, o que há de tão mais interessante fora daquele lugar aconchegante… É nesse momento que doses de bom-senso vêm em meu socorro e se apoderam da minha consciência. Trazendo à tona tudo aquilo que preciso fazer: horários a serem cumpridos, textos e mais textos a serem lidos acompanhado de questões que parecem não ter fim. Felizmente, porém, logo me dou conta de que, embora os travesseiros sejam extremamente sedutores, existe lá fora um mundo que quero mais ainda. Afinal, como diz o mestre budista Lama Michel Rimpoche, “não é óbvio acordar a cada manhã”. É uma nova chance da qual nem sempre nos damos conta do quanto pode ser preciosa.

Pensamento

E  vem de novo em meu pensamento, naquela mesma cadeira na sala de espera: o que faz as outras pessoas pularem da cama? O compromisso marcado? Algo banal como a vontade de fazer xixi? A ambulância passando na avenida? A vontade de viajar? De ganhar dinheiro? O receio da desaprovação alheia? O medo de sucumbir à penumbra das próprias angústias? O anseio de aprender? A vontade de ser uma pessoa melhor do que foi ontem? Motivações podem ser curiosas e ocultar desejos até de nós mesmos.

Pensar no que nos move a continuar a cada dia é importante, e me leva à conclusão (meio óbvia, concordo). Não são apenas as grandes decisões que norteiam nossas vidas (como casar, seguir uma carreira profissional, comprar uma casa, ter ou não ter filhos). Seja na profissão ou na vida pessoal, a cada dia criamos cenários, fazemos planos. Tomamos decisões (mesmo que não seja de forma clara) que parecem pequenas, momentâneas, mas vão se somando e formando o desenho de nossas vidas. O que nos “motiva a ação”, nos move, são desejos, basicamente. O que cientistas dizem, porém, é que nem sempre o que buscamos de forma ardorosa até é aquilo que nos satisfaz – pode haver um descompasso.

O mais importante disso tudo é que esse texto não é somente para aqueles “concurseiros”, mas para todos que se sentem desmotivados em alguma parte da vida. Com base nessa reflexão espero que todos nós percebamos, o que é mais importante pra nós.

A hora é agora, vamos em frente: não desista e faça acontecer!

“Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa. Tenha sempre como meta muita força, muita determinação. Sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá.” Ayrton Senna da Silva

Reflexão: sobre os dias atuais…

 

Assunto bastante delicado, mas de antemão adianto que minha opinião não precisa ser aceita por todos, então vamos debater como cidadãos civilizados. Para falar sobre esse mundo de hoje eu precisaria de um mega-ultra-post porque hoje eu vou falar sobre a tecnologia, que mudou completamente o nosso modo de viver nos últimos 15 anos. A coisa vai crescendo à níveis incontroláveis, quem nunca pirou por não ter sinal de internet no celular? Quando eu era mais jovem, minha socialização era feita na pracinha que tem na minha rua, andava de patins na cidade, brincava de Barbie na calçada, e a balada do sábado era ir ao shopping encontrar os amigos das 19 as 22h (esse era o grande acontecimento da semana – e ele era o nosso facebook de atualmente). Sim, na época começava a era da internet (discada) e a interação das pessoas pelas salas de bate-papo e MIRC (quem ai ja usou?).  Hoje, com o aumento dessa influência digital na vida das pessoas, as relações passaram a ser muito mais rápidas. Continuamos opinando, mas hoje é sobre tudo! Acredito que hoje, ninguém é como realmente se diz ser nas redes sociais, ou pelo menos não é exatamente igual. Nas redes sociais ninguém admite preconceitos, todos são engajados, todos se compadecem a causas sociais..

Todo mundo pode e deve ser ouvido. O que acontece hoje, é que uma pessoa hoje tem acesso a  tanta informação ao mesmo tempo que acha que tem propriedade para falar de qualquer assunto que lhe chega aos ouvidos. Sempre que acontece alguma coisa que choca, há pessoas que são formadoras de opinião e falam sobre o assunto de maneira certeira e firme, e há aquelas que apenas reproduzem o discurso. Essa pessoa não fala de acordo com a sua religião, opinião política e cultural , e acho isso terrível. Opiniões baseadas em outras opiniões me parecem que são apenas ideias compradas para tentar ostentar nas redes sociais, isso eu digo de opinião apenas reproduzida, sem acrescentar em nada, apenas repetir uma idéia alheia. Isso é analfabetismo funcional e não é privilégio de quem não possui instrução escolar.. tem a questão do filtro e da credibilidade. Com a facilidade das redes sociais é natural que haja esse tipo de reprodução, mas se não se consegue ir além (e acho lamentável), digo que prefiro ouvir a opinião de um analfabeto funcional sincero que a opinião de um profissional de comunicação que está falando apenas para criar burburinho nas redes sociais e chamar atenção daqueles que o seguem.

E aí temos também a questão da intolerância (principalmente com questões homofóbicas e racistas) que se confunde com a idéia de manifestar opinião por trás de uma tela sem sofrer represália. A internet deixou de ser uma cidade tranquila, em que era possível passear sem medo desde que você evitasse determinados becos e ruas desconhecidas. Hoje, a pena para crimes virtuais são reais! Com a criação da lei Carolina Dieckmann em 2012 (lei Nº 12.737 ) agora é crime uma série de malefícios que possam ser causados por vias digitais ou virtuais, como invasão de computadores ou qualquer dispositivo digital, ataques de negação de serviço (que derrubam sistemas ou tiram do ar sites ao encaminhar uma grande quantidade de requisições ao mesmo tempo), e roubo, adulteração, destruição, divulgação ou comercialização de dados privados e sigilosos, como também mensagens eletrônicas de caráter difamatório, vexatório ou que cause qualquer malefício para a pessoa. 

Estamos num mundo de relações fugazes. Sim, precisamos agir rápido se quisermos continuar relevantes. Tudo agora é mais veloz e mutante, refletindo a realidade social. O ciclo de formação e popularização dos fatos, notícias e tendências está cada vez mais curto. Pessoas trocam de amores, amizades, empregos e marcas como quem troca de tênis. Estamos submetidos e inseridos numa nova era de total revolução em tudo o que fazemos, mas ainda com paradigmas e certezas que nos seguram no passado. Enormes transformações estão vindo rapidamente em nossa direção. O mundo de hoje é como uma estrada cheia de curvas em que é preciso combinar velocidade e cautela, atenção ao presente e visão de futuro, adaptabilidade e constância. Se não acendermos os faróis altos para ver o que está longe, a chance de dar de cara com um barranco é enorme. O desafio é antever os percalços que se apresentam na estrada. Por isso, dirijam com atenção!