Freelancer: você sabe o que é?

Afinal de contas… o que é um freelancer?

Esse tipo de profissional vem se tornando cada vez mais comum nos dias atuais. Isso porque vivemos hoje de forma acelerada e com o crescimento das formas de trabalho pelas mídias digitais esse tipo de trabalho está bastante em voga .A palavra freelancer é de origem inglesa e é utilizada para denominar profissionais que realizam trabalhos pontuais e eventuais para várias empresas.

O trabalho de um freelancer caracteriza-se, principalmente, pela liberdade. De maneira simples, o freelancer é aquele profissional que trabalha por si só, ele presta serviços para empresas ou pessoas físicas de maneira autônoma. Hoje, podemos encontrar como freelancers profissionais como designers, redatores, fotógrafos, jornalistas, programadores etc.

Algumas empresas utilizam esse tipo de contratação para realizar trabalhos muito específicos, pontuais ou ainda que necessitem de alguma função ou habilidade não encontrada na equipe fixa da organização. Essa é uma excelente opção para quem está com dificuldade para encontrar em emprego e quer se recolocar no mercado, seja por conta da crise ou por um desejo de mudar de área.

Requisitos para ser um freelacer

Em primeiro lugar, é fundamental ser uma pessoa bastante organizada, afinal de contas agora você será um profissional autônomo e responsável por tudo o que está sendo relacionado a sua vida profissional.Todas as tarefas a cumprir, os prazos de cada uma delas, a comunicação com o cliente, o modo de efetuar o serviço e de entrega serão gerenciados por você.

Outro ponto crucial para começar na vida de “freela” é a disciplina. Sem disciplina, é muito provável que haja distração o dia inteiro e acabe trabalhando madrugada adentro para terminar tudo a tempo. Lembre-se que você não terá um chefe no seu pé perguntando se está com tudo em dia e em ordem.

Para quem deseja se aventurar como profissional autônomo é muito importante ter uma ampla lista de contatos para conseguir boas oportunidades. Com esse tipo de trabalho se tornando cada vez mais comum, também estão surgindo muitas plataformas que facilitam a vida dos freelancers das mais variadas áreas e os conectam com potenciais clientes. A Workana é um exemplo disso!

Vantagens e desvantagens:

O principal atrativo da vida de freelancer é a flexibilidade que esse tipo de trabalho propicia. Além de fazer seu próprio horário, como autônomo você também poderá trabalhar no ambiente em que preferir (em casa, em cafés, em bibliotecas), com as roupas que quiser. Parece sonho? Calma, que lá vem a parte chata!

Ser freelancer é ser sinônimo de instabilidade. Assim como é possível tirar um dinheiro extra se o volume de demandas for alto, também é bem provável que em um determinado período apareçam menos oportunidades e o dinheiro no final do mês seja mais curto. Para se dedicar a uma carreira de autônomo, é preciso estar confortável com essa incerteza e,como já dito lá em cima ter uma boa organização financeira para não passar apertos apertos nesses momentos.

Benefícios trabalhistas

Outro ponto negativo é que, como autônomo, você não terá direito a uma série de coisas garantidas para quem for contratado sob o regime da CLT, como 13º salário, folgas remuneradas e FGTS. Mais uma vez, a organização se faz necessária aqui para ser capaz de tirar férias sem passar dificuldade ou para não precisar se preocupar com a falta de dinheiro se ficar doente e incapacitado de trabalhar por alguns dias.

Apesar da ausência de legislação que regulamente a contratação de freelancers, algumas normas precisam ser respeitadas. A principal é a seguinte: para não haver vínculo empregatício, não deve existir subordinação em nenhuma proporção. Ou seja, não deve existir a obrigatoriedade de cumprimento de horários, controle de frequência, uso de uniformes e outras configurações que caracterizam a relação de trabalho habitual.

No caso de qualquer descumprimento no contratado, como a ausência do pagamento do valor acordado pelo serviço, o profissional pode entrar com ação de cobrança na justiça.

É importante destacar que a empresa contratante, caso não mantenha uma relação estrita de prestação de serviços, pode acabar configurando com os freelancers uma relação de emprego. E uma vez reconhecido o vínculo empregatício, há necessidade de arcar com todas as despesas decorrentes da aplicação da legislação trabalhista.

Divulgação

Ponto importante para quem deseja iniciar ou já iniciou nesse ramo é a divulgação do seu portfólio. Não deixe de aproveitar as muitas plataformas que surgem a cada dia. Com uma rápida pesquisa na internet, não é difícil encontrar as melhores para o seu mercado, como a plataforma da Rock Content.

Se você curtiu entender melhor o que é freelancer compartilha esse post nas redes sociais. Além de poder ajudar pessoas que estão a procura desse tipo de profissional, ajuda também os freelancers a estarem mais atentos as dicas importantes!!!

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Um Beijo e até o próximo!

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A história por dentro da prisão mais famosa da Irlanda: Kilmainham Gaol

Olá pessoal, tudo bem? Estive sumida mas foi por motivos de: estudos, a bienal e o meu próximo concurso que vou fazer nesse fim de semana. Então, tive que deixar o blog um pouquinho de lado. Mas sempre lá nas redes sociais atualizando vocês!

Minha próxima viagem vai ser para a Europa, e andei pesquisando alguns países que gostaria de conhecer. Em uma dessas pesquisas descobri e comecei a ler (tipo muito) sobre Dublin e a sua cultura. Quer ver o que achei? Então termina de ler esse post!

Dublin de um jeito inusitado

Que Dublin é um das cidades mais antigas da Europa alguns já sabem. Isso quer dizer que há muita cultura e muita história espalhada pela cidade. Não conhece (assim como eu), mas quer conhecer? Comece de maneira bastante inustitada: conheça a prisão mais importante da história Irlandesa. Isso porque muitos prisioneiros de lá foram homens e mulheres que deram suas vidas pela independência da República da Irlanda. Hoje ela é considerada uma das maiores prisões desocupadas de toda a Europa. 

O que houve lá dentro?

Construída em 1796, ela serviu de cenário para torturas, prisões de rebeldes e o enclausuramento de figuras notórias. A prisão se diferenciava das outras pelo fato de que “abrigava” aqueles que lutaram contra a ocupação Inglesa na Irlanda por mais de 100 anos. Eles foram presos e muitos executados lá dentro.

Até 1820, enforcamentos públicos eram realizados seguidamente em frente à prisão. A partir daí, esse tipo de execução tornou-se mais rara – ou menos pública. Em 1891, foi construída uma cela especial, própria para enforcamentos.

Não havia distinção entre prisioneiros.  Não importava o tipo de crime, se era mulher, criança ou homem: todos se misturavam em celas de cinco pessoas. Os prisioneiros recebiam, a cada duas semanas, apenas uma vela para iluminação e aquecimento, eles passavam frio boa parte do tempo.

Todos que visitam a  Kilmainham Gaol dizem que lá um lugar sombrio, e até arrepiante, mas absolutamente fascinante.

O século XVIII

Assim que ela foi inaugurada, era considera uma das prisões mais modernas na Irlanda. Isso não é sinônimo de mordomia, pelo contrário: Nos primeiros 50 anos não havia vidros nas janelas e também não tinha energia elétrica. SIM! Imaginou o frio que as pessoas passaram no inverno da Irlanda?

O primeiro politico a ser preso lá foi o líder da rebelião irlandesa, Henry Joy McCracken. Posteriormente ele foi condenado a enforcamento em praça pública. A “United Irishmen” foi inspirada pela Revolução Francesa e pelos Direitos dos Homens (The Right of Men) de Thomas Paine, cujos objetivos eram transformar a Irlanda em uma república.

A grande fome de 1845

Na década de 1840 a ilha da Irlanda foi acometida por um terrível fungo que acabou atacando as grandes plantações de tubérculos na época. Tratou-se da tristemente célebre praga da batata, que provocou um dos maiores surtos de fome da Europa moderna, matando milhares de irlandeses. Poucas vezes na história a vida de um povo inteiro foi tão afetada por uma praga como aquela.

As cidades encheram-se de gente esfomeada e de tifosos. Os armazéns eram tomados de assaltos e saqueamentos. Enquanto isso, os coléricos e doentes em geral se proliferavam em todos os lugares das cidades maiores numa insuficiente distribuição de sopas para amparar os sobreviventes.

Agora pasmem: nos últimos anos do período da Grande Fome houve um aumento significativo no número de prisioneiros dando entrada em Kilmainham Gaol. As pessoas “faziam questão” de serem presas porque estando na cadeia seria garantido receber ao mesmo um pouco de comida.

O conceito de “reabilitação”

Durante esse período a prisão era regida pelos princípios do silêncio e da separação. Comunicação entre os prisioneiros era proibida e eles passavam a maior parte do tempo em suas celas. As autoridades da prisão esperavam que os prisioneiros usassem esse tempo para ler a Bíblia e repensar seus crimes.

A marcação da cruz a seguir fica bem em frente à outra cruz que marca o local das execuções. Essa cruz foi colocada lá para marcar a execução de James Collony, o qual foi condenado à morte por fuzilamento devido à sua participação no movimento republicano. Seu corpo, junto com os corpos do demais rebeldes, foi jogado em uma vala comum, sem caixão.

Hoje

Embora hoje em dia a prisão de Kilmainham não abrigue presos, ainda continua sendo um lugar cheio de história.

A visita guiada à prisão de Kilmainham Gaol começa na capela da prisão, onde Joseph Plunkett se casou com Grace Gifford pouco antes de ser fuzilado por participar da Revolta da Páscoa. O passeio continua pelos corredores que levavam às antigas e lúgubres celas, e termina no pátio onde aconteciam as execuções. Uma vez terminada a visita guiada, você pode visitar o museu da prisão, onde são exibidos diferentes objetos que pertenceram aos prisioneiros.

Dicas de filmes

Muitos filmes foram gravados em Kilmainham Gaol, sabiam?

 

Gostou das dicas para visitar a Kilmainham Gaol, a prisão de Dublin? Compartilhe.

 

Carlos Ruas na XI Bienal do Livro de Pernambuco

Um sábado qualquer

Vocês conhecem o Carlos Ruas? Aposto que sim. As tirinhas dele são amplamente difundidas na internet (principalmente nas redes sociais) com uma leitura bem-humorada do Criador (Deus). “Um Sábado Qualquer” (http://www.umsabadoqualquer.com/) rende mais frutos que qualquer árvore das parábolas de Jesus. Seu blog tem mais de 40 mil acessos diários de pessoas que querem saber mais sobre todo esse universo religioso. Além dos sucessos nas tirinhas on-line, Ruas ficou famoso pelo humor livre de preconceitos ao tratar de um tema polêmico: a religião.

O criador fez personagens seculares com muita criatividade, inteligência e tornou algo que mescla o sério com o cômico. Carlos Ruas é designer e o responsável pelo blog. Hoje seus personagens, como Deus e Luci, ficaram tão famosos que foram além dos quadrinhos, eles existem em formato de pelúcia. Uma fofura! Isso mesmo. Hoje ele possui livros impressos publicados e até itens como almofadas, quadros, capachos etc, como forma de firmar a sua marca no dia-a-dia dos fãs. Confira aqui o seu acervo. Eu sou apaixonada!

O que acho mais legal nas tirinhas do Ruas é que além da temática religiosa com a pitada cômica, não é raro ver o seus personagens interagindo com Friederich Nietzche, Oscar Niemeyer, Charles Darwin, Chico Xavier, Vinicius de Moraes e muitos outros.

Para quem não conhece, eu digo: Vale muito a pena conhecer o trabalho do Ruas. É um humor que não é nem de longe ofensivo. Claro, que para os radicais, a figura muda. O humor do cartunista é light e pacífico, assim como tem de ser!

Bienal do Livro de Pernambuco

Quem me segue nas redes sociais sabe que o blog foi selecionado para fazer parte da cobertura da XI Bienal do Livro de Pernambuco. Foi uma grande conquista, pois eu sempre goste de ler!!! Então fiquem ligados, que vai ter muito conteúdo bacana por aqui nessa curta temporada. Para quem é de Recife e proximidades, fica a aqui o meu convite: A bienal será realizada de 06 a 15 de outubro no Centro de Convenções de Pernambuco e vai trazer nessa edição várias novidades para quem gosta do universo geek e cultura pop, como oficinas de HQ e Artist Alley.

O Carlos Ruas é um dos nomes integrantes dessa ala ao lado dos gigantes Thony Silas, responsavel por desenhar personagens como Batman, Homem- Aranha e Demolidor pela DC COMICS e Eron Villar, roteirista.

O autor tem Quino como uma das grandes referências. Em uma das suas entrevistas diz que a melhor ferramenta para se trabalhar é a mão. Os seus desenhos são feitos primeiramente a lápis e nanquim para depois serem escaneados e  com a ajuda de programas, as sequências são montadas e coloridas e só então estão aptas para publicação. 

Ele diz sempre ter sido um leitor apaixonado de tirinhas, e quando percebeu que tinha talento para a coisa, resolveu criar as suas próprias. Como o tema religião o interessava, e poucos artistas abordavam o assunto, ele decidiu apostar na ideia.

Críticas?

Até onde eu sei, o Ruas não tem uma religião definida, e isso se torna algo bom para o seu trabalho pois ele se mantém imparcial e fala de todas as religiões com um toque de humor muito legal.

Acredito que um grandes diferenciais do trabalho dele é o fato de abordar uma questão delicada (Deus, religião e o diabo) com personagens que são humanizados, que possuem os vícios e virtudes que nós, meros mortais temos. O intuito de Carlos Ruas não é levantar bandeira ou ofender qualquer religião, mas busca promover “o diálogo, o debate e o livre pensamento filosófico” em um tempo marcado por manifestações de intolerância.

Para quem gosta de tirinha e de cultura pop vale a pena conferir o seu trabalho. E para quem é de Pernambuco, nos vemos na Bienal!

Um beijo e até a próxima!

 

A Guerra e a Música – Você sabia?

Quem nunca torceu o nariz ou tapou os ouvidos ao ouvir uma música chata? Na maioria das vezes, é fácil evitá-la, desligando o rádio ou mudando o canal da TV. Mas e se você não pudesse escapar da música? Aproveito que estamos a menos de 1 mês do maior festival de rock do mundo, o Rock in Rio, para trazer um post reflexivo sobre o poder da música quando usado de forma torturante e bizarra. Estou falando da chamada “tortura musical”. Técnica que, ainda que alguns de seus praticantes argumentem que não deva ser considerada tortura, costuma funcionar como tal. Por que não?

Não é novidade para ninguém que o governo dos EUA torturava dezenas de presos em Guantánamo. Isso era feito para obter informações sobre terrorismo após os ataques de 11 de Setembro, ocorrido em 2001. Não é novidade também que uma das técnicas do processo era colocar o prisioneiro em uma cela apertada e/ou amarrado pelas mãos e pés. Isso, enquanto músicas em volumes absurdamente altos eram tocadas para privar o prisioneiro de seu sono. Se você tocar estas músicas por 24 horas, o cérebro e as funções do corpo começam a falhar. A linha de pensamento fica mais lenta e a força de vontade é quebrada. Era nesse momento que os responsáveis por fazer os interrogatórios dos prisioneiros entravam para falar com eles, afirmou à BBC o Sargento Mark Hadsell dos EUA, responsável por operações psicológicas,

Abaixo vocês escutarão 5 músicas de ROCK que foram utilizadas como forma de intimidação em interrogatórios. Prática recorrente e aplicada para minar a resistência e obrigar a cooperação de prisioneiros. Achou moleza, colega? Então confere aí:

1 – Enter Sandman – Metallica 

É óbvio que para quem curte a clássica canção do Metallica, ouvir essa música NÃO deve trazer nem de longe lembranças tão aterrorizantes.  É provável que nem os fãs mais fervorosos achariam muito agradável ouvir a faixa por mais de 24 horas seguidas sem conseguir dormir ou colocar fim ao looping infinito. Taí um pesadelo digno do temido Sandman – figura da cultura popular europeia que, em versões mais sinistras do conto, joga areia e coleta os olhos de criancinhas que não vão para a cama na hora certa. O clássico era colocado no último volume aliado a sessões de tortura não deixando o interrogado dormir, causando uma terrível dor de cabeça.

O vocalista da banda James Hetfield, no entanto,  disse ter ficar satisfeito em saber que sua música está sendo usada para torturar prisioneiros e isso causou certa polêmica. Confere o que ele disse:

As pessoas presumem que deveríamos ficar ofendidos por alguém nas forças armadas achar que nossa canção é incômoda o bastante para, tocada repetidas vezes, causar danos psicológicos em alguém. Eu considero uma honra pensar que talvez nossa canção possa ser usada para impedir um ataque do 11 de Setembro ou algo assim.” Bizarro, né? Talvez haja uma dose de patriotismo por trás de seus comentários, mas não concordo. Acreditem nisso. Tem gente que apoia esse tipo de coisa.

2 – Bodies – Drowning Pool 

Um levantamento divulgado pela BBC apontou “Bodies”, que integra a trilha sonora do filme “Triplo X”, como uma das mais utilizadas para tortura pelo mundo. O baixista da banda Stevie Benton, se apresentou no Iraque e gravou uma das canções preferidas dos interrogatórios e ainda disse que:

As pessoas presumem que deveriam se sentir ofendidas por alguém no exército achar a sua música perturbadora o suficiente para acabar com um sujeito psicologicamente. Fico honrado em pensar que talvez uma canção minha possa suprimir ataques como o de 11 de setembro.” Pelo visto ele partilha da mesma idéia do integrante do Metallica, e se sente feliz por isso. Ughr!

3 – Killing in the Name – Rage Against the Machine 

Os integrantes da banda, críticos do governo Bush não gostaram nada nada quando souberam que essa música era usada como método para torturar presos na Baía de Guantánamo. Em 2008, eles e mais outros artistas com suas músicas na “playlist da tortura” fizeram um movimentos chamado “Zero dB (zero decibéis)”. O objetivo era o de acabar com a prática da tortura musical. Em 2008, eles e mais outros artistas com suas músicas na “playlist da tortura” fizeram um movimentos chamado “Zero dB (zero decibéis)”. O objetivo era o de acabar com a prática da tortura musical. Sabia que o RAM não iria me decepcionar! <3

 

4 – The Real Slim Shady – Eminem 

Binyam Mohamed, um prisioneiro de Guantánamo e ex-morador de Londres, relatou a uma organização de direitos humanos, ter sofrido meses de tortura encabeçada por agentes da CIA, enquanto era mantido em uma prisão secreta. Ele disse que:

 “Havia música alta, incluindo Slim Shady e Dr. Dre, durante 20 dias. Ouvi isso sem parar, por dias e mais dias (…). Muitos enlouqueceram. Eu podia ouvir as pessoas batendo suas cabeças contra as paredes e as portas”, afirmou.

5- FIRE – Red Hot Chilli Peppers 

Sim, minha gente. Minha banda preferida da vida está na lista negra!  Um dos ex-interrogatores foi entrevistado pela TV e chegou a confirmar que a música da banda de Anthony Kiedis serviu como tortura para prisioneiros. Um deles chamado de Zayn al-Abidin Muhammad Husayn Abu Zubaydah.  O acusado teria sido submetido à uma sessão interminável de audição de músicas da banda californiana, enquanto permanecia algemado pelos pulsos ao teto de uma cela.

Um relatório enviado pela CIA para a rede de televisão Al Jazeera alegadamente diz que Abu Zubaydah (um prisioneiro) foi mantido em uma caixa de animais de estimação (o tipo usado para transportar cães em aviões) ao longo de duas semanas e rotineiramente apresentando desmaios. Além disso foi amarrado pelos pulsos até o teto de sua cela. Submetido a um loop interminável de música alta. Tendo um ex-interrogador informdo à Al Jazeera que a música usada para perturbar os sentidos do detido era pelo Red Hot Chili Peppers. No relatório não é detalhado exatamente quais canções foram usadas, mas ao que tudo indica o baixo pesado e os timbres de guitarra em alto volume contribuíram para este cenário.

Os integrantes da banda não ficaram felizes ao ouvir as alegações de que o governo dos EUA usou a sua música como métodos de tortura para a guerra contra o terror. Chad Smith, baterista do Red Hot Chilli Peppers, diz que a banda ficou indignada ao saber que suas músicas estavam sendo usadas para torturar presos na base militar de Guantánamo, em Cuba.  Chad disse ainda que:

“Ouvi que eles usam mais hard rock e metal… Mas nossa música é positiva. Ela é feita para as pessoas se sentirem bem e isso é muito perturbador para mim, não gosto nada disso. Talvez algumas pessoas pensem que nossa música é irritante, eu não ligo, mas, sabe, eles não deveriam fazer isso. Eles não deveriam fazer nada dessa merda”, lamentou. A banda ainda ameaçou processar o Governo dos Eua pela uso da suas músicas para tal prática.

Se liga aí:

  •  A tática ficou comum durante a guerra dos Estados Unidos no Iraque, Afeganistão e Guantánamo Bay. O general Ricardo Sanchez, comandante do exército no Iraque, autorizou a prática em 2003, como uma forma de “criar medo, desorientar e prolongar o choque.”
  • Vance, que foi preso por relatar a venda ilegal de armas, estava acostumado ao rock ‘n’ roll. Mas, para muitos detentos que cresceram no Afeganistão – onde a música é proibida pelos talibãs – os violentos interrogatórios do exército americano marcaram sua primeira experiência com o gênero. Muitos não resistiram. Em entrevista, Vance disse que a tortura pode transformar homens inocentes em loucos.Eu não tinha lençol ou cobertor. Se tivesse, teria tentado suicídio.” Depois de 97 dias de tortura sonora, Vance foi libertado. “Hoje, mantenho minha casa em silêncio total”, diz.
  • Algumas sessões alternavam 16 horas de música e luzes com quatro horas de silêncio e escuridão.
  • Rosanne Cash, filha do cantor de country Johnny Cash, mostrou a sua indignação e se juntou à causa, apelando à união da comunidade musical em geral. “Penso que todos os músicos deviam estar envolvidos no protesto. Parece óbvio. A música nunca devia ter sido usada como tortura”. 
  • De acordo com o jornal americano, um porta-voz da Casa Branca garantiu que a música deixou de ser um instrumento de tortura logo após o início da presidência de Obama.

Nos interrogatórios, táticas desumanas de tortura eram utilizadas, motivo que levou Barack Obama a fechar Guantánamo em 2009. Uma dessas táticas era a de colocar músicas no último volume tocando 24 horas por dia. Impedindo o prisioneiro de dormir e de se concentrar. Até o ponto das funções motoras e cerebrais do corpo começarem a falhar.

Concluindo

Ao contrário do que possa parecer, o uso da música como arma não é algo novo. Nos últimos anos, as autoridades na principal estação ferroviária em Hamburgo têm tocado música clássica para afugentar os viciados em drogas. Quando o ditador panamenho Manuel Noriega, que fugia das tropas americanas em 1989, se refugiou na embaixada do Vaticano na Cidade do Panamá, os soldados bombardearam o prédio com rock pesado e outras músicas por dias.

É aquele velho ditado: Tudo em excesso é veneno.  E antes que alguém pense em usar Supla, NX Zero, MC Quevinho, ou qualquer outro tipo de música pra atormentar o vizinho ou a sogra, vale lembrar que tortura é crime no Brasil, ok?